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Neste blog encontras a minha gaveta, entreaberta, para que possas fazer companhia aos meus pensamentos. Na verdade, não escrevo para te dizer nada. É apenas porque preciso de mais espaço, para poder pensar noutra coisa qualquer!

Escrito a Vapor - Blog de Poesia

Neste blog encontras a minha gaveta, entreaberta, para que possas fazer companhia aos meus pensamentos. Na verdade, não escrevo para te dizer nada. É apenas porque preciso de mais espaço, para poder pensar noutra coisa qualquer!

Quis assim querendo, como se te quisesse querer,
Assim eu quis tudo, e sempre tudo quererei,
Quero-te como quem quer a coisa mais querida,
Tivesse querido a vida que ninguém mais quisesse.

Quererão todos eles que pela sorte se queira?
E quanto menos queres tu, mais em mim quererá?
Quer a vida querer, tudo aquilo que de nós quero?
Queria eu que quisesses, que fosse nosso o querer.
A tua voz pura e suave pintada ao branco,
Enaltece a vida e cor aviva ao sentimento,
Mas nada alivia a dor para lá do tormento,
Que na alma a vida me devora o encanto.

Oh! Encanto meu que um dia já foi tanto.
Cessando vai, sem pressa e sem alento,
E tudo vai morrendo, estagnando-se ao vento,
E a tua voz cristalina permanece, quebranto.

E situadas no canto mais alto do expoente,
As tuas palavras são simbiose do céu e da mente,
São o que não tenho e o que desejo, esperança.

Que me conforta a dor, o destino e o caminho,
E enquanto falares assim jamais viverei sozinho,
E para sempre contigo habitaremos a lembrança.
É o céu, é o mar, ou afinal enganos?
Que eu procuro na janela da memória,
Mesmo sabendo eu toda a história,
Procuro eu por eles pelos oceanos.

Desejarei afinal eu um dia de glória?
Um dia belo numa vida de tantos anos?
Um que me faça esquecer todos os danos.
Encontre eu a derrota sem ver a vitória.

É apenas morte sagrada nesta hora,
Causada por este sofrimento lisonjeiro,
Entre o matar e o morrer, a ser seja agora.

Suave me seja o dia em que me conheci,
E me alegre ele pelo mal concebido,
Pois foi ele a melhor coisa que vivi.

Estou soterrado num lago de pedras vazio,
E em mim habita o resto do rio apagado.
E o meu silencio, terno, vácuo e sombrio,
Sem pavio há-de arder, neste mar queimado.

E com a sorte ao meu lado, ou acima,
Sem qualquer destino meu naufragado,
Sei que um dia desmoronarei a sina,
E serei rei. Deveras morto e encontrado.

Com a minha sorte mais aguda,
Com o meu coração mais puro,
Este meu destino mais fracassado.

E nem ao meu deus pedi ajuda,
Pois a minha vida tem um furo,
Que só com a morte será tapado.

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