A nado vou,
sem olhar e sem pensar na direção.
Mas um passo ao lado, errado, deixou
como marca,
um futuro hipotecado.
Se o riso entreguei a outro aconchego,
é porque julguei estar certo,
e ter o couro coberto.
Mas nem ouro, nem ego,
Como pude ser tão cego
Que nem o raio do erro previ?
Agora vão são lamentos,
Porque de pensamentos
se faz o homem
e de instintos vive o cão.