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Neste blog encontras a minha gaveta, entreaberta, para que possas fazer companhia aos meus pensamentos. Na verdade, não escrevo para te dizer nada. É apenas porque preciso de mais espaço, para poder pensar noutra coisa qualquer!

Escrito a Vapor - Blog de Poesia

Neste blog encontras a minha gaveta, entreaberta, para que possas fazer companhia aos meus pensamentos. Na verdade, não escrevo para te dizer nada. É apenas porque preciso de mais espaço, para poder pensar noutra coisa qualquer!

A nado vou,
sem olhar e sem pensar na direção.
Mas um passo ao lado, errado, deixou
como marca,
um futuro hipotecado.

Se o riso entreguei a outro aconchego,
é porque julguei estar certo,
e ter o couro coberto.
Mas nem ouro, nem ego,
Como pude ser tão cego
Que nem o raio do erro previ?

Agora vão são lamentos,
Porque de pensamentos
se faz o homem
e de instintos vive o cão.
No dia da minha morte,
não quero ouvir os sinos nem o teu choro,
não quero ouvir,
nem ver.

E é por isso que morro,
para não poder ouvir-te falar mais alto
que naquele dia normal
em que me disseste baixinho ao ouvido
que o mundo inteiro era nosso.
Porque nesse dia perderemos tudo
e eu morro,
para não te poder ouvir.

E se a morte mesmo assim me deixar
estar presente e sentir-te
que os sinos dobrem
e falem mais alto que tu.

Tenho tudo que sonhei.
E apenas sinto a falta de um dia comum
em que não tenho tudo.
Falta-me o vazio,
falta-me um pensamento cheio
e um presente por preencher.
Tomara que eu não tivesse tudo
e assim teria muito mais,
vontade.

Queria de novo um dia cinzento, de sol ofusco
Com as palavras fluindo de um pensamento
ausente
E de sorrir por pensar que no futuro poderei ter,
tudo.

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