Quando ao outro te legas,
numa série ininterrupta de instantes.
Cantam-se rimas sem consoantes,
Que escondem o fardo que carregas.
Se te sentas livre e atento,
E do outro contos amealhas,
Deslindarás nessas tralhas,
Para teu saber alimento.
Se presente pões teu passado,
E dele jogas páginas ao vento,
Descobrirás que afinal ter tempo,
Também é do espírito um estado.