Dê-te deus o poder de clarear,
De tornar branco esses traços,
De risco negro em olhos baços,
Que não te deixam enxergar.
Dê-te deus o poder de entender,
Que mesmo o genuíno intento,
Com pouco ou nada vira turvento,
E podes magoar alguém sem querer.
Podes não ter usado todo o mal,
Nem ousado galantear pujança,
E inocente ter sido o teu ato.
Enquanto exibias um riso normal,
Alguém te ouviu rir noutra dança,
Julgou-se por presa, presa ao teu fato.