Os versos que não te mandei,
Do amor que te prendo,
Um dia o lume
esse papel
atacou
e
soltou
o incenso cruel,
da dor em perfume.
Enquanto via o fim crescendo,
Corri esses versos e o amor decorei.
O amor resiste ao tempo
E o desejo também.
Se não há vento,
Ninguém o vai
Esquecer.
Quem não vai
Desejar um dia fruir
Dessas horas sedentas
Onde os passos descolam
Os espaços interrompem
Num fruto maduro.
Abro a rede.
Tomara eu,
fosses
tu.