Vou em mim, de viagem,
malas cheias de nevoeiro,
sem luz levo o candeeiro,
ao amor comprei passagem.
Levo os pés pelo joelho,
se medo carrego no passo,
já tenho construído o laço,
comigo trarei meu parelho.
Na barriga avoaçando
a novidade e a aventura
a que a vida me ordena.
Doo à sorte meu comando,
esqueço o medo da altura,
desejo hora pequena.
Para ela, que multiplicou os amores da minha vida, todos os versos, sempre poucos.